Iniciar um salão de beleza em uma das cidades mais competitivas do país exige planejamento, organização e domínio das normas fiscais e sanitárias.
A abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo envolve decisões que impactam diretamente o custo operacional, a regularidade do negócio e o potencial de crescimento.
Este guia reúne informações atualizadas, práticas e alinhadas às exigências municipais, estaduais e federais para que você comece seu salão com segurança.
Por que a abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo exige atenção?
A capital paulista é referência em regulamentação sanitária, controle fiscal e fiscalização municipal. Isso faz com que o empreendedor precisa ter clareza sobre:
- Obrigações com a Prefeitura (ISS, NFS-e, alvará).
- Normas da Covisa para serviços de beleza.
- Cadastro estadual quando houver venda de produtos.
- Regras da Lei do Salão Parceiro (Lei 13.352/2016).
- Escolha do regime tributário adequado.
Em São Paulo, um detalhe mal estruturado no início pode gerar:
- Multas por ausência de licença.
- Desenquadramento tributário.
- Custos maiores por escolha inadequada do CNAE.
- Dificuldade para contratar profissionais parceiros.
Por isso, recomenda-se acompanhamento especializado desde o primeiro passo da abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo.
Passo a passo atualizado da abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo
1. Definição do CNAE correto
O CNAE principal para salões é:
- 9602-5/01 – Cabeleireiros, manicure e pedicure
CNAEs adicionais podem ser incluídos conforme o escopo:
- 9602-5/02 – Serviços de estética
- 9602-5/03 – Depilação
- 9602-5/04 – Atividades de clínicas estéticas não médicas
A definição precisa do CNAE impacta:
- No valor do ISS.
- No enquadramento tributário.
- Na exigência de licenças específicas.
Profissionais sem orientação costumam escolher CNAEs incompatíveis com a atividade real — o que aumenta a carga fiscal e os riscos de fiscalização.
2. Escolha do tipo societário
Atualmente, os modelos mais usados para salões em SP são:
- Empresário Individual
- Sociedade Limitada (LTDA)
- Sociedade Limitada Unipessoal (SLU)
A SLU é hoje a estrutura mais adotada, pois:
- Não exige sócio.
- Oferece proteção do patrimônio pessoal.
- Facilita expansão e contratação.
Para quem pretende crescer, contratar equipe e abrir novas unidades, SLU ou LTDA são as estruturas mais seguras.
3. Definição do regime tributário
A escolha do regime tributário deve levar em conta:
- Faturamento estimado.
- Tipo de serviço prestado.
- Percentual de repasse para profissionais parceiros.
- Estrutura de custos e folha.
A seguir, uma tabela comparativa:
Comparativo dos regimes
| Regime | Vantagens | Pontos de atenção |
| Simples Nacional | Unificação de tributos, alíquotas iniciais menores | Risco de escalonamento rápido, regras específicas para serviços |
| Lucro Presumido | Pode ser interessante quando há boa margem | Tributação fixa sobre receita, maior controle de obrigações |
| Lucro Real | Útil para grandes redes com forte gestão financeira | Mais obrigações acessórias e necessidade de acompanhamento contábil constante |
Simulações feitas por contadores especializados ajudam a encontrar o ponto de equilíbrio tributário, reduzindo custos desde o início da abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo.
Licenças e autorizações obrigatórias
1. Alvará de Funcionamento — Prefeitura de SP
Emitido pelo sistema municipal, exigindo informações sobre:
- Área construída
- Número de profissionais
- Tipo de serviço
- Adaptações de segurança
Dependendo da atividade e espaço, o salão pode ser classificado como médio risco, exigindo vistoria presencial.
2. Licença Sanitária — Covisa
A Vigilância Sanitária exige que salões cumpram regras relacionadas a:
- Esterilização de instrumentos
- Controle de materiais perfurocortantes
- Uso correto de produtos químicos
- Higienização das estações de trabalho
- Descarte de resíduos
A falta desta licença gera multas e até interdição.
3. AVCB — Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros
Quando aplicável, o salão precisa demonstrar:
- Extintores válidos
- Sinalização correta
- Iluminação de emergência
- Rotas de fuga
Custos envolvidos na abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo
| Categoria | Valores estimados | Detalhes |
| Junta Comercial | R$ 180 a R$ 350 | Variável conforme tipo societário |
| Alvará | R$ 0 a R$ 2.000 | Pode ser isento para baixo risco |
| Licença Sanitária | R$ 200 a R$ 1.500 | Depende do porte e atividade |
| Honorários Contábeis | R$ 250 a R$ 800 mensais | Inclui fiscal, contábil e folha |
| Certificado Digital | R$ 150 a R$ 300/ano | Necessário para emissão de NFS-e |
| Investimento inicial | A partir de R$ 20 mil | Estrutura, móveis, equipamentos |
Os valores podem variar conforme localização, tamanho e escopo de serviços do salão.
Lei do Salão Parceiro e sua importância na estrutura do negócio
A Lei nº 13.352/2016 regulamenta a relação entre o salão e os profissionais parceiros, evitando vínculos trabalhistas indevidos.
Com essa lei, os profissionais podem atuar como:
- MEI (quando enquadramento permitido)
- Empresário Individual
- Sociedade Unipessoal
E operam com contratos de parceria que definem:
- Percentual de repasse
- Regras de uso do espaço
- Emissão de notas
- Responsabilidades fiscais e sanitárias
Esse contrato precisa estar alinhado às normas fiscais do município para evitar passivos futuros.
Obrigações fiscais após a abertura
Depois da abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo, surgem as obrigações recorrentes, entre elas:
Emissão de NFS-e
Obrigatória e fiscalizada pela Prefeitura.
Pagamento de ISS
Tributo municipal que varia entre 2% e 5%.
Declarações fiscais
Como:
- DEFIS
- PGDAS-D (Simples Nacional)
- EFD Contribuições
- DCTFWeb
- RAIS (quando prevista)
Folha de pagamento e encargos
Para contratos CLT ou administração de profissionais parceiros.
Erros comuns cometidos por empreendedores
Muitos salões enfrentam problemas nos primeiros meses por falta de orientação adequada. Entre os erros mais comuns:
- Escolher CNAE inadequado
- Pagar tributos acima do necessário
- Não emitir NFS-e corretamente
- Falta de contrato de parceria
- Abertura sem licença da Covisa
- Inconsistências no cadastro municipal
- Uso incorreto de MEI para profissionais
Uma empresa estruturada desde o início evita retrabalho e diminui o risco de multas.
Vantagens de abrir o salão com suporte especializado
Ao contar com orientação profissional na abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo, o empreendedor garante:
- Redução real de carga tributária
- Licenças e regularizações emitidas sem dor de cabeça
- Contratos de parceria corretos e seguros
- Emissão de notas organizada
- Controle financeiro e fiscal desde o início
- Segurança jurídica e previsibilidade
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A abertura de empresa para salão de beleza em São Paulo pode ser simples quando você conta com uma equipe que entende o setor de beleza, as regras municipais e as boas práticas fiscais.
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